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Preferência nacionais

10/06/2019

 

Acaba de ser divulgada uma pesquisa de opinião pública pela Folha de São Paulo, realizada pelo Barômetro das Américas (Lapop), que avalia a percepção sobre o sistema democrático e as instituições políticas no continente americano.

No Brasil, houve uma estabilidade entre direita e esquerda na última década mas hoje, para os pesquisadores observa-se aumento de dez portos percentuais (nos adeptos da direita), com o surgimento da figura de Jair Messias Bolsonaro, que fez o país dar uma tremenda guinada à direita.

Para se ter uma ideia da importante da pesquisa, meio isenta, uma vez que na realidade me parece que o resultado favorável ao estado de direito e à democracia seja diametralmente diferente, em virtude da forte reação aos princípios defendidos pela esquerda brasileira, sendo que uma a cada três pessoas acredita que golpe militar se justifica em situação de muita corrupção.

Medindo o prestígio das instituições e o peso das mesmas, de acordo com a opinião dos pesquisados, as Forças Armadas aparecem com 70% das preferências nacionais; o STF, com 45%; as eleições, com 33% e os partidos políticos, com 13%. Quase 60% estão insatisfeitos com o funcionamento do sistema democrático; 79% acham que a maioria dos políticos é corrupta.

A manutenção, sempre crescente do apoio popular às Forças Armadas brasileiras é não apenas um ponto altamente positivo, mas profundamente sintomático, porque realmente elas se constituem numa espécie de esteio, de equilíbrio, capazes de fazer com que todas correntes políticas respeitem seu comportamento.

Estão absolutamente seguras, corretas, as observações da maioria da nação com relação ao governo Bolsonaro. É certo que o governo está entrando no seu sexto mês e, com a tragédia da facada desferida por um meliante no presidente, não deu tempo ainda dele arrumar as coisas dentro dos prognósticos de campanha, principalmente ao encontrar certo tipo de resistência no Congresso Nacional por aqueles que não são bem contra as reformas preconizadas pelo candidato, mas que o exercício fisiológico parece que não tem barreira que as segure, devido o vício com que tem atuado em torno da nossa história política.

A contemporaneidade política nacional não permite vislumbrar quem se situa à esquerda, politicamente no Brasil quem se situa no centro e, quem se situa à direita.

A esquerda, não sabe na realidade o que é ser de esquerda; as forças de direita também sofrem do mesmo tipo de autoritarismo das esquerdas e, os do centro, não sabem para que lado devam pender, são também notórios oportunistas.

 

 

 


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Cabeça de pote II

09/06/2019

 

O Nordeste brasileiro, região a ser colonizada inicialmente por povos que aqui aportaram, como franceses, holandeses e, finalmente, por portugueses, sempre foi rico em tradições folclóricas e aforismos, pela formidável verve do seu povo humilde e pouco instruído. Foi a partir do Nordeste que o Brasil, do descobrimento à República, foi dominado por políticos espertos e até militares, que ocuparam o poder por mais tempo.

Através dos tempos, desde o Brasil Colônia, para sustentar a massa de desocupados, improdutivos, vadios e incompetentes, foram sendo criados os cartórios, os carimbos, as alfândegas, para cercear a entrada e saída de mercadorias, e não ser à base de propina, de pagamento de dismos, de carimbadas, tudo tinha que ter uma nota de acompanhamento para o maldito carimbo.

Como não tinham criatividade para o trabalho produtivo, o negócio era criar sinecuras, ocupações burocráticas as mais diversas, daí o esforço com que o Sul produtivo tem feito para arrecadar impostos para manter o Norte e Nordeste, embora toda sorte de incentivos fiscais criados no decurso da história da vida nacional, ao invés de se criarem mecanismos capazes de promover o desenvolvimento de forma homogênea. Essa falta de criatividade nordestina, principalmente, criou um aforismo muito interessante, como “santo de casa não faz milagres” e “cabeça de porte”. “Santo de Casa não faz milagres”, porque, para desenvolver o Norte e o Nordeste, sempre precisou de gente de fora, como os holandeses, que dominaram a região por muitos e muitos anos e, “cabeça de pote”, porque da cabeça dos filhos da região não saía nada de útil, importante, produtivo, daí a carência de pessoas aptas para promover o desenvolvimento regional, surgindo, daí a criação de impostos e obrigações fiscais diversas, que hoje atingem o universo de 70, mais 418 empresas estatais, surgiram a Sudene, Sudam, e outras siglas que fizeram parte do avanço de oligarquias de ladrões da pior espécie no país.

O negócio hoje, com um governante que está fundando um sistema de governar sem as amarras burocráticas, o que estamos assistindo é uma impressionante luta dos alimentados por feudos burocráticos que se eternizaram nesses quase 200 anos e o pequeno grupo que quer por um fim à corrupção endêmica montada pela maior burocracia do mundo, que produziu, também, o sistema mais corrupto do Universo.

Embora se “notabilizando” como “socialista”’ o governador Renato Casagrande está seguindo os passos do presidente Jair Bolsonaro. Falou em vender o Banestes, transformar o Bandes (um formidável cabide de empregos burocráticos) em agência de desenvolvimento e, até, trazer de volta ao velho e abandonado Centro de Vitoria as empresas públicas que se refugiaram em imponentes prédios alugados ao Norte da Ilha, região das praias, onde a vida é mais amena e as poltronas mais fofas.

O negócio é encher a cabeça de pote dessa gente de coisas mais sérias, mais úteis ao desenvolvimento.

 

 

 


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