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Mania de greve

16/08/2019

 

 

 

O sistema de transporte coletivo da Grande Vitória entrou em greve às primeiras horas da manhã do dia 12 de agosto, numa segunda-feira, sem a presença de um único ônibus rodando nas ruas, mesmo sob ameaça do Tribunal Regional do Trabalho, impondo multa se não funcionasse, ao menos, 75% dos coletivos.

 

Dos entendimentos com os grevistas, o governo do Estado prometeu conseguir novos empregos para os trocadores dos ônibus que seriam treinados, para ocupar outras funções, embora reconhecendo as dificuldades de se arranjar uma ocupação da noite para o dia, diante da crise econômica que sacode o país e outras nações.

 

Se não bastasse a má justiça, o Brasil tem um problema gravíssimo com a impunidade. Agora mesmo juristas de oito países defendem a libertação de Lula, ex-presidente da República condenado em três instâncias, por assalto aos cofres públicos.

 

De um simples caso de um bando de inconsequentes do Sistema de Transporte rodoviário da Grande Vitória, que cisma em deixar a sociedade sem transportes, pouco se incomodando com as admoestações das autoridades do Trabalho, o que fazer com a intromissão indébita de advogados de países estrangeiros apelando pela libertação de Lula, pouco se incomodando que ele tenha sido julgado e condenado por três instâncias e, uma hipótese interessante, não quer ser solto sem o reconhecimento de sua inocência em atos de malversação de recursos públicos.

 

A justiça brasileira é uma piada, um negócio vergonhoso, imoral. Como permitir que juristas de oito países parece sem muito o que fazer em suas origens, se mentem com o que se passa em outra nação, totalmente independente e, praticamente, sem que o governo central se intimide diante das ameaças?

 

Pode ser até que nem, mas estou imaginando dias bastantes turbulentos para o Brasil, diante de certos procedimentos que estão tomando com objetivo de trazer embaraços para o presidente Bolsonaro, intimidando-o, para ver se dá certo.

 

Greve como a que estamos assistindo, sem qualquer reivindicação salarial negada, mostra exatamente o tipo de influência malévola que estão arranjando, para conturbar a vida nacional.

 

 

 

 


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Sonhos impossíveis I

15/08/2019

 

Fui secretário do governador Christiano Dia Lopes Filho. Era um homem muito inteligente, embora teimoso. Sonhava com os pés no chão. Quando Cacau Monjardim propagava o projeto da Cidade do Sol, com sua rodovia ligando Vila Velha a Guarapari, de autoria do arquiteto Ary Garcia Rosa, infelizmente já falecido, ele me perguntou, que achava da ideia. Falei para ele: “Faça a Rodovia do Sol. Dê o pontapé inicial que, atrás dela, virá o empresariado construindo, colocando energia, furando poços para abastecer seus serviços. A cidade do Sol é coisas para a iniciativa privada.

Mal ou bem, a Rodovia do Sol ai está, servindo satisfatoriamente à região, embora os gargalos na chegada a Vila Velha, mais exatamente na Terceira Ponte, com a praça do Cauê à frente, atrapalhando. O resultado está ai, vai caminhando.

Tempos depois, outro governador, me perguntou, o que deveria ser feito, para impulsionar o turismo no Estado. Disse a ele que convocasse a concessionária Rodovia do Sol e propusesse a ela a construção de um sistema de trem elétrico, a exemplo do que existe em Buenos Aires, margeando o rio da Prata. Indagou se eu tinha transmitido tal ideia para alguém. Disse-lhe que não, era coisa da minha cabeça. “Então, não diga nada a ninguém, vou chamar a Rodosol”. Se chamou não sei, o certo é que o trem elétrico à margem da Rodovia do sol até a divisa do Espírito Santo com o Estado do Rio Janeiro não saiu, mas seria o grande impulso para nosso desenvolvimento.

Agora, o governador Renato Casagrande anunciou um projeto que vai dar mais duas faixas de rolamento à Terceira Ponte, mais uma ciclovia e um mirante, obra hoje imaginada para gastar 100 milhões, em três anos. Quer refazer obra dos outros.

Todo político quando assume o mandato, pode ser vereador do mais modesto município brasileiro, vira sábio. Governador, então, nem se fala...

Qualquer interferência com obra na Terceira Ponte é uma tragédia no tráfego, à jusante do problema. Para durar três anos, será uma eternidade para quem tem que se locomover para ir e voltar. Eu não acredito na façanha do governo, por ser inexequível, em termos construtivos. Será um sonho de louco, a não ser que feche tudo, na ilha de Vitória.

O certo é abandonar a ideia, um tanto ou quanto absurda, irrealizável, e fazer a quarta ponte, em direção ao bairro da Glória, em Vila Velha, com seu início no bairro de Jucutuquara, em Vitória, para pegar altura. Se é para resolver o problema da mobilidade urbana na capital e em Vila Velha, abandone os sonhos impossíveis e pensem fixamente numa obra importante. Veja a vergonha que nos causam a incapacidade de se construir uma nova Leitão da Silva, um simples contorno do Mestre Alvo, o “famoso” Cais das Artes, o Mercado de Capixaba. Olhem o triste retrato do velho clube Saldanha da Gama!

Parece, chegou a hora de se pensar no futuro do Estado? Chega de gastar dinheiro com projetos que ficam pegando poeira nas prateleiras.

Sonhar é bom, mas com nosso dinheiro. Se tiverem dificuldades em encontrar um bom urbanista, conhecedor da região, procure o professor Antônio Chalhub. Melhor, vai ser difícil.

 

 

 


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