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Tempos de promessas

14/08/2019

 

 

“Gato escaldado, até de água fria tem medo”, diz velho adágio. O negócio é o seguinte: o povo capixaba já ouviu tanta conversa sobre construção de pontes sobre a baia de Vitória, túneis, até de pré-moldados, teleféricos, escadas rolantes, elevados diversos, metrô de superfície, rede de proteção na Terceira Ponte, para apanhar no ar possíveis suicidas; agora, mais duas pistas de rolamento na Terceira Ponte, com seu alargamento; vias verde, vermelha, ciclovia por Seca e Meca, pista para patinetes, sei lá mais o que e, estranho, os camelôs proliferam nas avenidas principais e tem uns quatro barracos que enfeitam o lado direito da escadaria “Bárbara Lindemberg”, no Palácio Anchieta, na av. Jerônimo Monteiro, e não há prefeito com talento suficiente para tirar aquela indecência.

O grande câncer que atravanca quem sobe ou quem desce da Terceira Ponte, em Vitória, é a maldita Praça do Cauê. Raios, aquilo, para ser removido, precisa apenas de um trator, mas as sucessivas incapacidades gerenciais que se sucedem na Prefeitura de Vitória fraquejam, diante do câncer que a cidade ostenta, tendo ao meio, quadra de tênis. É brincadeira...

O mais novo jovem que estudou mobilidade urbana e assiste as discussões inconsequentes, até, sobre coisas simples que precisam ser feitas para dar um mais objetivo sistema de tráfego nas horas de pico, que são poucas, sabe que está faltando um negócio chamado de incapacidade administrativa com mania de fazer política com coisa séria.

Os municípios estão sufocados com despesas com um exagerado funcionalismo, tanto na ativa como na inatividade. Como não sabem administrar, comumente aumenta-se os impostos e sufoca os moradores com estúpidas obrigações. Outro dia o prefeito de Vitória estava contente em ter tirado a participação dos fiscais da Prefeitura nas multas que eles impunham aos munícipes. Partiu-se para uma situação melhor, para os fiscais: vão ganhar por produtividade. Vão gastar blocos e mais blocos com auto ações, para poder ganhar mais, e mais fácil. Joga-se com a sociedade o indecente jogo do “jamburete”, impublicável aqui...

O eleitor, querendo ou não, ano que vem teremos eleições municipais. Estou doido que elas venham. Vamos preparar os eleitores para darem um formidável troco a essa gente improdutiva e mentirosa.

Não há dinheiro para consertar os buracos do asfalto das ruas, derretido com a chegadas das chuvas; o relógio da Praça Oito quando apresenta defeito; a falta de coragem para retirada dos camelôs das ruas; de consertar os prédios municipais caído aos pedaços, como o velho Mercado da Capixaba. O futuro das cidades é uma tremenda incógnita.

As vezes, cito aqui o ex-prefeito Chrisogono Teixeira da Cruz. Competente e paciente com tudo que fazia, como administrador público, Não nascerá outro, jamais.

 

 

 

 


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Que viva A GAZETA.

13/08/2019

 

Nasci no dia 29 de abril de 1931, na rua Dr. Moscoso, nº 13,  na cidade de São Mateus, Norte do Estado do Espírito Santo. Na casa onde nasci, como meus seis irmãos, meu pai, o jornalista “Mesquita Neto”, tinha na metade da casa, uma tipografia, onde fazia impressos para o comércio em geral, até para o Sul da Bahia, e editava o Jornal O Norte, que veio provocar sua saída das terras mateenses na década de 40, por perseguições políticas, críticas que fazia ao regime ditatorial de Getúlio Vargas – o famigerado Estado Novo.

 

A partir dos cinco anos, vendia nas ruas o jornal que meu pai editava e já o lia em voz alta para uns velhos que se aglomeravam pela manhã na bodega do sr. Álvaro, que me botava sentado no balcão, para que eles ouvissem melhor minha leitura.

 

Aos sete anos, já escrevia pequenas notas policiais para O Norte, limpava as máquinas e gostava do cheiro da tinta utilizada para imprimir o jornal.

 

Com a saída do meu pai de São Mateus, fui parar no Rio de Janeiro, retornando ao Estado do Espírito Santo, Vitória, 10 anos depois, ingressando em A GAZETA, como revisor, no dia 02 de setembro de 1952, documento que possuo até hoje. Nesses 67 anos que passei em A GAZETA fui tudo ou quase tudo. Vejo agora que, a modernidade vai fazer com que o melhor jornal do Estado do Espírito Santo, com 91 anos de existência, deixe de ser impresso, circular, viajar pelas nuvens, até chegar aos telefones celulares dos leitores, ou seus computadores.

 

Quando as comunicações via internet surgiram, os telefones celulares invadiram as ruas, o uso do WhatsApp disparou, com todo mundo se intercomunicando através dele, quando alguns amigos influenciaram para que eu aderisse à modernidade das comunicações. Foi com o apoio da minha secretária Glaucia krüger e da colega e companheira jornalista Mara Campos, que promovem divulgação do que escrevo. Hoje, os resultados são fantásticos, mas, por outro lado, tem um problema, não sinto o cheiro da tinta de impressão.

 

Com o anúncio feito pelos donos de A GAZETA, do seu desaparecimento impresso, amigos me perguntam, o que eu acho, o que eu sinto com a informação! Acho que A GAZETA demorou um pouco a ingressar na modernidade via internet, poderia estar muito adiante, mas nunca é tarde para começar. Como me sinto? Como se estivesse vendo meu enterro mas, há de convir que, a forma de morrer de A GAZETA, se a coisa for bem conduzida, se o noticiário for bastante enxuto, reduzido, mais diversificado, sem paixões políticas, sem o alarmante noticiário policial, colherá sucesso.

 

Sempre há um motivo para se festejar a morte e a vida. Parece que A GAZETA vai encontrar o seu caminho e, para tanto, precisa contar com o apoio da sociedade. Uma sociedade não resiste sem informação, sem imprensa livre.

 

Enquanto resistir, escrevendo, aqui neste blog, estarei livre e solto, na defesa da liberdade de ir e vir e do pensamento diferente do meu, respeitando as idéias  mas, cuidado, um descendente de espanhol não foge à luta. Ninguém é mais brasileiro do que eu. Amo o Brasil.

 

Que viva A GAZETA, na sua nova vida.

 

 

 


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