Ver Histórico



Procurar




  


Newsletter

Nome
  
E-mail
  




Links



Imitando para pior

06/06/2019

 

 

Até a década de 80, por ai, a maior concentração de bicicletas do mundo estava na China, onde os poucos carros circulantes tinham que se desviarem do pequeno veículo em duas rodas que transportava, numa impressionante façanha de equilíbrio, na cabeça dos seus condutores, pesados fardos.

Na época, o Brasil se situava entre os oito países mais desenvolvidos do mundo, com a China capengando lá perto 15º, por aí, transportando sua riqueza num biciclo.

Saindo da idiota doutrina socialista maoísta para um chamado socialismo de resultados, os chineses passaram a ser um dos povos mais empreendedores do mundo, mesmo copiando tudo que lhe vinha às mãos, tornando-se, primeiro, os maiores fabricantes e exportadores de semiacabados de aço do mundo.

Hoje, a ainda nação mais populosa da face do planeta tem metade de sua população, em torno de 600 milhões, três vezes a população do Brasil, vivendo uma excelente qualidade de vida, sem a presença das bicicletas e, interessante, tem cidades chinesas que proibiram a circulação de motocicletas, não por serem barulhentas, mas por se constituírem em veículos locomotores de ganges de ladrões.

Nesses quarenta anos, que a China deu um impressionante salto no campo do desenvolvimento econômico e social, o Brasil se estagnou se situando apenas na produção de suas commodities agrícolas, tendo como maiores compradores de sua produção, os chineses, sendo que na área da cafeicultura, o destino de toda rubiácea produzida se destina à Alemanha que, embora não detenha nenhum pé de café, é o mais importante mercado, detendo os maiores estoques que regulam o preço do produto no mercado mundial.

Sem nenhuma criatividade no campo do desenvolvimento econômico e muito menos no social, nossos administradores públicos são de um primarismo revoltante. Em matéria de mobilidade urbana, somos um fracasso. Nossas ruas que, mal e porcamente dão para passar um veículo, querem estreitá-las mais ainda, para construir uma ciclovia, ou pista para usuários fortuitos de patinetes. Outros, dizem, os sueco vão para o trabalho ou a escola de bicicletas, sem levar em consideração que o país tem uma população de 10 milhões de habitantes e Estocolmo, a capital, tem uma população mais ou menos equivalente à do município da Serra, naturalmente com um grau de instrução incomparável.

Não sei se é o sistema de governo que utilizamos que está errado, o grau de instrução da sociedade, com seu primitivismo e barbárie ou se ruim mesmo é a fórmula de escolher os piores políticos, para nos governar. Despreparo da maioria.

Num tremendo retrocesso, estamos imitando a velha China.

 

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo

Piazzola e o Ecad

05/06/2019

 

Astor Piazzola, famoso cantor e compositor de tangos, nascido na França na radicado na Argentina, para onde foi menino, perguntado, certa feita, pela reportagem da revista Veja, o que ele achava do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), responsável pela cobrança de direitos autorais sobre qualquer meio de difusão de som e imagem, a resposta de Piazzola foi curta e rápida: “Um bando de ladrões”.

A maldade, a burocracia, a roubalheira se estabeleceram no país, há duzentos e mais anos, uma praga chamada de carimbo, cartórios, manipulados por bafejados pela sorte que até recebiam tais instrumentos como dote, presentes de núpcias, para poder sobreviverem coçando o saco.

Meu pai dizia que, quando surgiu o dinheiro no mundo e foi criada a Casa da Moeda, na frente de tal estabelecimento público, surgir a igreja, ao lado, o banco, do outro, o puteiro e, atrás, as atividades econômicas.

Enquanto puder, vou protestar, berrar, contra a presença de 70 obrigações fiscais e parafiscais no Brasil, para sustentar milhões de burocratas que mamam, se afundam nas tetas gordas da nação, em detrimento da extraordinária maioria da sociedade; por outro lado, tipos de arrecadação de recursos como Ecad, os mais indecentes organismos públicos de várias espécies, estaduais, federais e municipais, para esfolar o contribuinte. O Ecad cobra taxa de um simples aparelho de televisão instalado num quarto de hotel, como se um fiscal seu estivesse lá para ver se o hospede está vendo novela ou ouvindo música, para cobrar contribuição. Ninguém acaba com essa indecente monstruosidade, que alimenta chusma de aventureiros, como falava o saudoso Piazzola.

Todo filho de espanhol tem a figura do emblemático Dom Quixote de La Mancha num canto da casa e, se possível, a coleção de suas histórias escritas pelo fantástico Cervantes. Me considero um Dom Quixote, branindo sua espada contra os “monstros” que surgiam à sua frente, os moinhos de vento, como eu, contra essa puta burocracia instalada no país, desde o descobrimento, que cresce em proporções gigantescas, destruindo os sentimentos dos empreendedores da nação, asfixiados pelos maiores tributos do mundo.

Está no Congresso Nacional, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania projeto de lei nº 1.829, de 2019 (Projeto de Lei 2.724, de 2015, na origem), do Deputado Carlos Eduardo Cadoca, propondo a alteração de várias leis, para promover a modernização do turismo no Brasil e revogar dispositivos da Lei que estabelece as cobranças indecentes sobre direitos autorais. O relator da matérias é o senador Randolfe Rodrigues, que é contra a modernização, da abolição da estúpida cobrança. Quem aguenta?

Quando o sujeito, o investidor se estabelece com um hotel, em qualquer parte do mundo, é saudado como um benfeitor, no Brasil, é como se fosse um ladrão e, tome-lhe imposto na cara.

 

 

 


Imprimir | Enviar para um amigo



« Recentes   2162 2161 2160 2159 2158 2157 2156 2155 2154 2153   Anteriores »